Queridos irmãos e irmãs, hoje finalizamos o nosso mês da partilha e temos, portanto, nossa última catequese sobre o dízimo.
No primeiro final de semana, recordamos as raízes da nossa árvore do dízimo. Elas são o fundamento que dá vida e sustentação à nossa caminhada de fé.
No segundo final de semana, contemplamos o tronco da árvore, símbolo da firmeza e da estabilidade que sustentam a vida comunitária.
E no terceiro final de semana, começamos a reflexão sobre os galhos, que se abrem e se estendem, sustentando os frutos da partilha. O primeiro galho, a dimensão religiosa, nos conduz a Deus, centro da nossa vida, e nos permite experimentar os frutos da oração, da adoração e da celebração da fé. O segundo galho, a dimensão eclesial, fortalece nossa comunidade, possibilitando a manutenção e o funcionamento da paróquia, cuidando da casa de Deus e garantindo que a missão da Igreja se realize.
Dando continuidade, neste último final de semana do Mês da Partilha, somos convidados a contemplar os dois últimos galhos da nossa árvore. O terceiro galho, o qual representa a dimensão missionária, nos faz chegar até aos irmãos e irmãs que não estão participando da comunidade, mesmo pertencendo a ela, bem como àqueles que, estando perto ou longe, ainda não conhecem a Jesus. Portanto, cabe à Igreja missionária sair, ir ao encontro do outro, esteja perto ou longe. Esse é o compromisso confiado por Jesus à sua Igreja e tão bem recordado pelo saudoso Papa Francisco: ser sempre uma Igreja em saída.
O quarto galho da árvore do dízimo representa a dimensão caritativa. Ele nos leva até os mais pobres, lembrando-nos que a Igreja, assim como Jesus, ama a todos sem exceção, mas dedica especial atenção aos necessitados. Por meio do dízimo, a comunidade pode se tornar mais próxima daqueles que sofrem por não terem suas necessidades básicas atendidas — seja alimento, remédio ou outras condições de vida digna. Assim, o dízimo se transforma em instrumento de amor, cuidado e solidariedade.
Agora, estes últimos galhos e frutos são juntados à nossa árvore, que por sua vez agora se completa. Que nossa opção livre pelo dízimo seja sinal da nossa fé e da nossa generosidade, dando-nos a consciência de que somos corresponsáveis na missão da Igreja e de contemplar que os frutos desta nossa atitude tocam diversas dimensões: religiosa, eclesial, missionária e caritativa.
