Mês da Partilha – 2º Final de Semana

Comentário – O Tronco da Árvore do Dízimo


Irmãos e irmãs em Cristo, boa noite!

Damos continuidade, neste segundo final de semana do Mês da Partilha, à nossa caminhada de fé, refletindo sobre o sentido do dízimo em nossa vida cristã. No último domingo, meditamos sobre as raízes da árvore do dízimo: a expressão de fé, a opção consciente, a quantia generosa, a estabilidade e a periodicidade. Sem raízes sólidas, não há crescimento nem frutos. Assim, esta reflexão nos ajuda a crescer na consciência daquilo que é o dízimo.

Hoje, somos convidados a contemplar o tronco dessa árvore, que representa o anúncio do Evangelho. Assim como o tronco liga as raízes aos galhos, flores e frutos, também o dízimo, quando vivido com fidelidade, sustenta e impulsiona toda a missão da Igreja.

O dízimo existe para a Igreja peregrina, isto é, a igreja que está neste mundo e caminha na direção do céu. E para cumprir bem a sua missão, necessita utilizar os bens temporais, ou seja, precisa de recursos para a evangelização. É o dízimo que possibilita ser possível adquirir um espaço para a oração, para a catequese, para a fraternidade, para aquilo que é o necessário para a missa (alfaias, vinho, hóstias), e também para o digno sustento de seus ministros que se dedicam a Igreja em tempo integral.

 Temos que ter a consciência de que todos nós somos Igreja, e que, o mandato de anunciar o Evangelho que Cristo ordenou à sua Igreja, também toca a cada um de nós. Desta maneira, somos corresponsáveis pela obra de evangelização, e não meros expectadores. O dízimo é uma das formas, dentre muitas outras, de ser corresponsável pela missão da Igreja. Ao contribuir, o dizimista faz-se evangelizador, pois faz possível esta missão.

Cada uma das raízes se reflete no tronco: a fé leva ao tronco a mensagem salvadora; a opção consciente fortalece o tronco na escolha por Jesus e pelo Reino; a quantia generosa dá condições para que o anúncio aconteça; a estabilidade garante a continuidade do crescimento da ação evangelizadora; e a periodicidade assegura que a pastoral não seja interrompida, permitindo frutos constantes na ação evangelizadora.

Que este tempo de partilha nos ajude a compreender que o dízimo não é apenas um gesto de doação, mas um ato de fé, de evangelização e de comunhão com a Igreja, sustentado pelas raízes e erguido no tronco que fortalece toda a vida cristã e abre caminho para frutos abundantes em nossa paróquia.