Mês da Partilha – 1º Final de Semana

Irmãos e irmãs em Cristo,

Neste mês especial do Mês da Partilha, somos convidados a refletir sobre o sentido profundo do dízimo em nossa vida de fé. Assim como uma árvore forte precisa de raízes firmes para crescer e dar frutos, também a nossa comunidade precisa estar sustentada em bases sólidas para que a evangelização floresça. O conjunto completo desta árvore que iremos montar domingo a domingo, é a nossa pastoral do dízimo que é composta não somente pelos agentes missionários da pastoral, mas também por todos os dizimistas da nossa paróquia. Meditemos neste mês sobre esta realidade tão importante do nosso ser cristão. Sendo assim, podemos nos perguntar quais são os frutos do nosso dizimo? O que de maneira concreta o dízimo realiza em nossa paróquia? Por que realmente devolvo o meu dízimo?

Hoje queremos meditar as cinco raízes, que são os cinco fundamentos que sustentam a nossa pastoral do dízimo e nosso ser dizimista:

Expressão de fé: é a raíz mais importante, sem a qual as outras raízes não conseguem sustentar a árvore. O dízimo é, antes de tudo, um gesto de confiança e de entrega a Deus, reconhecendo que tudo o que temos vem de suas mãos. É uma expressão de amor, de entrega, de gratidão que só conseguimos levar a efeito pela fé. Deus olha para a nossa oferta, não enxergando aquilo que é material, mas sim a pessoa mesma e seu amor e sua gratidão que se manifesta pelo dízimo.

Opção consciente: ao devolver o nosso dízimo, fazemos uma escolha livre e responsável, não porque somos obrigados ou coagidos. Não há dízimo autêntico se não houver liberdade para optar por ele. Cabe a nós dizer sim à opção de ser dizimista com a mente e o coração. É a pessoa como um todo que opta por bendizer a Deus e sustentar a comunidade evangelizadora.

Quantia generosa: o dizimista é chamado a partilhar com Deus e com a comunidade uma quantia importante para ele, ou seja, que tenha significado para a pessoa. Deve ser o resultado da minha renúncia, algo que eu partilho com generosidade sem, no entanto, prejudicar a mim e à minha família. Esta quantia precisa ser revista de tempos em tempos, para não ser uma atividade mecânica que faz com que se perca a alegria da partilha.

Estabilidade: é necessário a estabilidade nas devoluções, ou seja, uma continuidade, porque se não for assim a própria devolução não alcançará o seu objetivo de sustentar a comunidade que reza e evangeliza.

Periodicidade: a partilha contínua, mês a mês, nos ajuda a viver a constância do amor, sustentando de forma permanente a vida da Igreja. Não se trata de uma mensalidade, porque não somos associados de um clube, mas uma contribuição periódica que nasce da opção de fé e livre do dizimista.

Agora, cada uma dessas raízes será juntada à nossa árvore, lembrando que é somente com fé, consciência, generosidade, estabilidade e periodicidade que a evangelização pode dar frutos abundantes em nossa paróquia.